36 dias após a partida, lusodescendente ainda não chegou a casa

Maria Gonçalves de Sousa, é filha de madeirenses, o seu marido é também madeirense e decidiu vir visitar as suas filhas que se encontram a viver cá na ilha. Como conta ao JM, saiu da Venezuela no dia 13 de março e, após muitas peripécias, chegou...

36 dias após a partida, lusodescendente ainda não chegou a casa
Maria Gonçalves de Sousa, é filha de madeirenses, o seu marido é também madeirense e decidiu vir visitar as suas filhas que se encontram a viver cá na ilha. Como conta ao JM, saiu da Venezuela no dia 13 de março e, após muitas peripécias, chegou à Madeira a 7 de abril, mas ainda não viu as suas filhas, pois cumpre quarentena no Hotel Vila Galé. À partida da Venezuela, a lusodescendente não tinha grande conhecimento do impacto que a pandemia mundial estava a ter. “Eu saí da Venezuela no dia 13 de março, fui para Madrid. Era uma altura onde na Venezuela não existiam casos positivos de Covid-19 e não se falava muito disto, só se ouviam algumas coisas”. Maria Gonçalves foi para Madrid para estar com alguém que lhe era muito especial. “Ia passar em Madrid porque tenho uma sobrinha que é como uma filha e ia passar lá uma semana, para estar com ela”. Mas, na capital espanhola depara-se com tudo fechado, inclusive os aeroportos. “Quando chego a Madrid e passa-se tudo isto, fecham o aeroporto de Madrid, fecham o de Lisboa, da Madeira, tudo” o que a obrigou a ficar lá “15 dias mais”. “Estava num apartamento com a minha sobrinha e não saíamos de casa para absolutamente nada. Quem saía para fazer as compras era o marido dela, tínhamos todas as precauções, não queríamos ter nenhum problema”. Após duas semanas em Madrid, que não estavam nos planos de Maria Gonçalves, chega a Lisboa e encontra novos obstáculos na sua – já longa – viagem. “Quando cheguei a Lisboa no dia 30 março já não existiam voos para a Madeira, a TAP não me remarcou o voo, se eu tinha voo para dia 24 deveriam arranjar-me voo para o dia que eu estava a chegar para ir, mas foi cancelado”. A lusodescendente foi para um hotel em Lisboa e assume que “todas as despesas que tive foram pagas por mim. Não me importo, estou agradecida e consegui voltar à Madeira”. Leia toda a história na edição impressa desta sexta-feira do seu JM.