Casal de madeirenses está a tentar sair da Guiné-Bissau há cinco dias

Filipa Martins e o namorado, Paulo Oliveira, são dois madeirenses a tentar sair há cinco dias, sem sucesso, do arquipélago dos Bijagós, na Guiné-Bissau, onde, até agora, não foram registados quaisquer casos positivos de coronavírus. De férias...

Casal de madeirenses está a tentar sair da Guiné-Bissau há cinco dias
Filipa Martins e o namorado, Paulo Oliveira, são dois madeirenses a tentar sair há cinco dias, sem sucesso, do arquipélago dos Bijagós, na Guiné-Bissau, onde, até agora, não foram registados quaisquer casos positivos de coronavírus. De férias nesta região desde 5 de março e apercebendo-se do impacto que está a ter o surto de coronavírus, o casal entendeu que era “melhor interromper as férias e vir para Bissau, para regressar para Portugal”, começou por explicar ao JM Filipa Martins. Porém, esta é uma zona de difícil acesso, onde só se chega por barco (com a frequência de uma vez por semana) ou avião privado, o meio que acabaram por eleger. Quanto aos voos para Portugal, começaram a procurar “há cinco dias”. “Havia com paragem noutros sítios, mas não sabíamos como estariam as fronteiras. Mal por mal, achámos melhor ficar”, admitiu. Dessa forma, ligações diretas só havia para o dia 20 e a viagem do casal madeirense estava marcado para o dia seguinte, 21 de março. “Entretanto, fecharam as fronteiras e não sabemos de mais grande coisa”, adiantou-nos a madeirense. Já foram à Embaixada de Portugal na Guiné Bissau e deixaram os contactos, tendo-lhes sido dito para aguardarem. Também enviaram um email para a Linha de Emergência Covid-19 criada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, mas sem resposta, “até agora”. Apesar das incertezas, Filipa Martins refere que estão “calmos e serenos. Na certeza de que haverá um voo para nos levar” e que o Governo Regional não fechará "as portas aos residentes". "Isso nem me passa pela cabeça", referiu. A forma como as autoridades locais estão a encarar a situação também os tranquiliza, já que, apesar de não haver casos, e as pessoas andarem, aparentemente, “sem receios na rua”, há toda uma série de precauções que foram tomadas. “Ninguém entra em lojas e estabelecimentos sem lavar as mãos e todos os funcionários usam máscaras e luvas”. E, conforme é possível perceber numa das fotografias que nos enviou, há um recipiente à porta de “todos os bancos, lojas, supermercados e restaurantes” e “ninguém entra sem lavar as mãos”, afiançou.