“Corte orçamental na agricultura é inaceitável”, afirma JPP

Rafael Nunes, deputado do JPP apontou o dedo ao Governo Regional, esta manhã, na Assembleia Legislativa da Madeira, pelo que considerou como “falta de consideração" do Executivo e do Orçamento "para com o setor agrícola”. Segundo o vice-presidente...

“Corte orçamental na agricultura é inaceitável”, afirma JPP
Rafael Nunes, deputado do JPP apontou o dedo ao Governo Regional, esta manhã, na Assembleia Legislativa da Madeira, pelo que considerou como “falta de consideração" do Executivo e do Orçamento "para com o setor agrícola”. Segundo o vice-presidente do grupo parlamentar do JPP, o Orçamento e o plano de investimentos que será discutido na próxima semana no parlamento regional, apresentam um desinvestimento “de mais de 60% em relação ao último orçamento aprovado para este setor. A este desinvestimento, associa-se o fraco investimento na agricultura biológica, o fraco investimento na dinamização rural, e a falta de soluções para a situação da falta de água de rega”. “É inadmissível que, após tanta propaganda do Governo Regional, este orçamento e plano de investimentos seja tão insignificante para a agricultura regional e para a sua promoção e consumo de produtos regionais”, frisou. Rafael Nunes destacou que os produtos regionais são a base e o alicerce da economia familiar agrícola que conta com mais de 40 mil madeirenses, entre produtores e agricultores. O deputado lembrou ainda que, o setor agrícola foi particularmente afetado com o encerramento de hotéis e da restauração, contudo, “estes mesmos agricultores não pararam de produzir e garantiram o abastecimento atempado e eficiente a todos os madeirenses e porto-santenses”. “A redução de verba para o setor agrícola não pode ser o agradecimento aos milhares de agricultores madeirenses que se dedicaram de corpo e alma à agricultura durante o período pandémico para que nada faltasse na casa e na mesa dos madeirenses”, destacou o deputado. Este será um dos setores prioritários do JPP na discussão do orçamento e plano de investimos da Região para o ano 2021 e em que o este grupo parlamentar irá atuar, apresentando diversas medidas no apoio e reforço ao setor primário. “Têm de ser adotadas medidas de proteção diretas aos agricultores e proteção direta à agricultura regional, mas também medidas de proteção ao regadio e regantes. Mantém-se a situação em que os regantes pagam água de rega, de forma justa e sensata, mas, depois, não há reciprocidade por parte do Governo Regional pois não há capacidade de fornecimento de água de rega”. “Iremos exigir um reforço para a promoção e valorização dos produtos regionais, integrado em sede orçamental, para que se crie uma política de proteção da nossa produção regional para valorizar o que é nosso, os nossos produtores, a nossa agricultura e o setor primário”. “Iremos pedir um regime prioritário de consumo de produtos regionais em todas as cantinas e todos os estabelecimentos públicos da Região, porque entendemos que o Governo Regional tem de dar o exemplo, consumindo primeiro o que é nosso, ao invés de se manterem os interesses de alguns poderosos que ganham milhões com a importação de produtos do exterior”. “Não aceitaremos a indiferença do Governo Regional, nem a indiferença e a inércia da bancada parlamentar do PSD/CDS e iremos exigir uma posição clara, firme dos nossos agricultores.  Esta é uma oportunidade única para reforçar, proteger e impulsionar a nossa economia agrícola, a produção e o escoamento dos produtos regionais”, concluiu o deputado.