Covid-19: Metade dos portugueses com sintomas não cumpre quarentena, revela Deco

De acordo com um questionário online levado a cabo pela Deco, entre os dias 18 e 20 de março, metade dos portugueses com sintomas de infeção por coronavírus não cumpre quarentena. Apesar dos apelos e recomendações das autoridades de saúde sobre...

Covid-19: Metade dos portugueses com sintomas não cumpre quarentena, revela Deco
De acordo com um questionário online levado a cabo pela Deco, entre os dias 18 e 20 de março, metade dos portugueses com sintomas de infeção por coronavírus não cumpre quarentena. Apesar dos apelos e recomendações das autoridades de saúde sobre a importância do isolamento social nesta fase da pandemia, a referida análise da Associação de Defesa do Consumidor, indica, segundo uma notícia do Jornal de Noticias, que 9 por cento dos cidadãos reconheçem ter tido, pelo menos, um dos sintomas característicos da doença (febre, tosse seca ou dificuldades respiratórias) nos últimos 15 dias, sendo que "77 por cento não contactaram os serviços de saúde e metade revelou não cumprir quarentena".   Segundo a mesma fonte, apenas 12 por cento daqueles que apresentaram sintomas ficaram em casa. Só 13 por cento dos inquiridos confirmaram ter seguido as instruções e ligado para a SNS 24. Por outro lado, 7 por cento decidiu dirigir-se diretamente às urgências, atitude  que é fortemente desaconselhada pela Direção-Geral da Saúde (DGS).   A Deco revela ainda que 68 por cento das pessoas inquiridas garantiram estar a seguir à risca as recomendações relativas ao isolamento. "As mulheres mostraram-se mais respeitadoras do que os homens. Em Lisboa, parece haver um pouco mais de observância por aquelas normas do que no Porto: 74 por cento dos lisboetas seguem-nas à risca contra 67 por cento dos portuenses".     Já no que respeita às contas, 45 por cento das famílias que responderam ao questionário da Deco afirmou ter sofrido perdas significativas deste que começou a pandemia. "Ao nível profissional, estas famílias deixaram de ganhar, em média, 581 euros, sendo que uma em cada 10 perdeu rendimentos superiores a mil euros. Extrapolando os valores recolhidos para o universo das famílias portuguesas, cada uma terá perdido, em média, 349 euros. Ao multiplicar este valor pelo número de agregados nacionais, concluímos que o total do prejuízo já soma 1,4 mil mil milhões de euros, valor que, infelizmente, tenderá a aumentar".     Recorde-se que o estado de emergência está ativo em Portugal, desde dia 19 de março, sendo que em território luso registam-se agora 100 mortes e 5.170 infetados por coronavírus.