Debate da Nação: Pandemia e crise serão temas chave

 O PS considera que Portugal estaria “muito pior” se tivesse enfrentado a crise pandémica com a capacidade de resposta de 2015 e espera continuar o caminho iniciado na passada legislatura com os partidos à sua esquerda.   “É evidente que não...

Debate da Nação: Pandemia e crise serão temas chave
 O PS considera que Portugal estaria “muito pior” se tivesse enfrentado a crise pandémica com a capacidade de resposta de 2015 e espera continuar o caminho iniciado na passada legislatura com os partidos à sua esquerda.   “É evidente que não chegamos a este estado da nação com a mesma ambição que tínhamos em fevereiro de 2020, quando aprovámos um Orçamento do Estado que tinha um excedente orçamental, que previa um reforço dos serviços públicos, que previa um reforço do investimento público”, defende, em declarações à agência Lusa, a líder parlamentar do PS, Ana Catarina Mendes, em antecipação do debate de sexta-feira. O PSD realçou hoje que “o que é normal” é ser oposição, e que a postura que adotou nos últimos meses foi “uma situação excecional” fruto da pandemia, afastando um cenário de “formalização política” de um bloco central. “Desde o princípio que ficou claro que nós somos um partido de oposição. A situação que transcorreu nestes últimos meses é uma situação excecional. O que é normal é o que aconteceu na primeira parte desta sessão legislativa, em que o PSD assume a sua posição de oposição”, disse à Lusa o primeiro vice-presidente do grupo parlamentar. O BE antecipa um desafio duplo devido à pandemia, que passa por responder à crise sem “repetir erros do passado”, considerando que é o próximo Orçamento do Estado que vai definir se o Governo assimilou as lições e aprendizagens. Em declarações à agência Lusa a propósito do debate do estado da nação de manhã, o líder parlamentar do BE, Pedro Filipe Soares, sublinha que apesar de os problemas criados pela covid-19 serem novos, “nascem em cima de debilidades que a economia portuguesa tinha” e, por isso, o “desafio é duplo”, ou seja, responder a “esta crise económica e social, mas também não repetir erros do passado”. O PCP considera que a pandemia evidenciou “um conjunto de problemas estruturais” que exigem respostas de fundo e não “um regresso passado” com cortes e empobrecimento, defendendo que é o PS que “tem de fazer as suas opções”.O CDS-PP afirma que se instalou nesta sessão legislativa um “unanimismo pandémico” e que existiu um aproveitamento da pandemia para “limitar direitos democráticos de participação” de alguns partidos, situação que considerou ser “de enorme gravidade”.O PAN considera que a pandemia de covid-19 será um assunto “incontornável no debate do Estado da Nação”, bem como as respostas necessárias para enfrentar não só a crise económica como também a crise climática e ambiental. O líder do grupo parlamentar do Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV), José Luís Ferreira, manifestou preocupação com uma “aproximação visível” entre PS e PSD, num balanço da sessão legislativa marcada pelas consequências da pandemia da covid-19. “Há aqui de facto uma aproximação entre PS e PSD que nos deixa um pouco preocupados porque os portugueses já sentiram na pele os efeitos daquilo que foi o bloco central e portanto nós também certamente que estaremos atentos”, afirmou, em declarações à agência Lusa, o deputado do PEV José Luís Ferreira. O deputado único do Chega considera que a sessão legislativa, "bastante atípica" devido à pandemia de covid-19, arrancou "com garantias de estabilidade à esquerda" e acabou com o Governo a encontrar essa estabilidade "no PSD". A Iniciativa Liberal pede “grande frieza e objetividade” para olhar para a crise que Portugal vai enfrentar, considerando ser preciso que “as pessoas se sintam mais livres para experimentar novas soluções e novos caminhos para fazer face aos problemas”.