Diretores querem saber se seguro escolar cobre quedas em casa durante aulas práticas

O seguro escolar não prevê o contexto de ensino à distância e, por isso, de acordo com o JN, os diretores querem saber se a cobertura abrange acidentes ocorridos em casa, por exemplo, durante as atividades de Educação Física. De acordo com...

Diretores querem saber se seguro escolar cobre quedas em casa durante aulas práticas
O seguro escolar não prevê o contexto de ensino à distância e, por isso, de acordo com o JN, os diretores querem saber se a cobertura abrange acidentes ocorridos em casa, por exemplo, durante as atividades de Educação Física. De acordo com o Jornal de Notícias, a dúvida foi colocada por diversos dirigentes durante as reuniões com o secretário de Estado Adjunto da Educação, João Costa, na semana passada, mas o Ministério da Educação (ME) ainda não deu uma resposta cabal aos estabelecimentos. "E se um aluno torce o pé em casa durante a aula de Educação Física? O paradigma mudou e é urgente saber", defende Filinto Lima, presidente da associação de diretores (ANDAEP). Já para o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), apesar de o seguro não prever o atual contexto de ensino à distância, deve imperar "o bom senso numa realidade absolutamente excecional"."Temos de estar prevenidos mesmo para o imprevisível. E ter planos de contingência para tudo", sublinha Manuel Pereira. A mesma fonte refere que os diretores da Região Centro usam a Microsoft Teams para contactar a Direção-Geral de Estabelecimentos Escolares. Ontem a delegada regional esclareceu, através da plataforma, que a cobertura do seguro dependerá de o aluno conseguir "comprovar se o acidente aconteceu em atividade letiva". O JN refere que esta é a única resposta oficial que obteve, uma vez que interpelou o ME, mas não recebeu resposta até ao fecho da sua edição. Adianta ainda que os professores de Educação Física também estão preocupados e o Conselho Nacional de Associações de Profissionais de Educação Física e Desporto (Cnapef) questionou o ME sobre a cobertura do seguro. Para o presidente, Avelino Azevedo, "todas as atividades aprovadas pelos conselhos pedagógicos, letivas e não letivas, devem estar cobertas". O Cnapef aguarda ainda resposta sobre as provas de equivalência à frequência feitas pelos alunos, no final de cada ciclo, quando chumbam a uma disciplina. No caso da Educação Física, a prova do 9.º "é 50% teórica e 50% prática, no 12.º é 80% teórica e 20% prática. Ainda não sabemos como fazer esta avaliação", alerta.