EUA vendem a Taiwan 135 mísseis com capacidade para atingir território chinês

Os EUA anunciaram na quarta-feira a venda a Taiwan, por mil milhões de dólares (cerca de 843 milhões de euros), de 135 mísseis de defesa costeira, que têm um alcance suficiente para atingir território chinês. A contenção da escalada de influência...

EUA vendem a Taiwan 135 mísseis com capacidade para atingir território chinês
Os EUA anunciaram na quarta-feira a venda a Taiwan, por mil milhões de dólares (cerca de 843 milhões de euros), de 135 mísseis de defesa costeira, que têm um alcance suficiente para atingir território chinês. A contenção da escalada de influência de Pequim na região é considerada estratégica para Washington, que também decidiu vender a Taiwan 11 lança-rockets táticos por 436 milhões de dólares (368 milhões de euros) e seis equipamentos de imagem para patrulhamento aéreo por 367 milhões de dólares (310 milhões de euros), valores que elevam o total da transação para mais de 1,8 mil milhões de dólares (1,5 mil milhões de euros). A venda dos 135 mísseis Slam-ER “serve os interesses económicos e de segurança nacional dos Estados Unidos ao ajudar [Taiwan] a modernizar as suas forças armadas e a manter uma capacidade de defesa credível”, afirmou o Departamento de Estado norte-americano, ao anunciar a decisão. Os mísseis Slam-ER têm um alcance máximo de 270 quilómetros, maior do que a largura do estreito que separa a ilha de Taiwan da China. No entanto, Pequim considera Taiwan como parte do seu território e ameaça recorrentemente usar a força no caso de uma declaração de independência formal de Taipé ou de qualquer intervenção externa, particularmente dos Estados Unidos. Washington cortou relações diplomáticas com Taipé em 1979, mas continua a ser o mais poderoso aliado da ilha e o seu principal fornecedor de armamento. A administração do presidente Donald Trump acelerou as vendas de armas nos últimos anos àquela ilha, que ainda recentemente finalizou a compra de 66 caças F-16 de última geração. O conselheiro nacional de segurança da Casa Branca, Robert O’Brien, avisou Taiwan na semana passada para se “proteger” contra uma possível invasão da China, apesar de a considerar improvável antes de “10 ou 15 anos”.