Família evoca memória de Jaime Spínola

O emigrante madeirense Jaime Spínola, que faleceu a semana passada no Curaçau, deixa grandes recordações à família que sentiu, com grande pesar, a sua partida. “Construiu um enorme império nos anos 90 na Ilha do Curaçau, sendo alvo das maiores...

Família evoca memória de Jaime Spínola
O emigrante madeirense Jaime Spínola, que faleceu a semana passada no Curaçau, deixa grandes recordações à família que sentiu, com grande pesar, a sua partida. “Construiu um enorme império nos anos 90 na Ilha do Curaçau, sendo alvo das maiores condecorações do Governo local”, refere uma nota enviada ao JM, após a publicação da sua morte, na edição do passado sábado. “Jaime Spínola recebeu importantes insígnias atribuídas pelos mais altos responsáveis políticos” do Curaçau. Território para onde emigrou aos 13 anos, quando o seu pai, Jesuíno Freitas, remeteu à sua mulher e filhos mais novos, a famosa ‘carta de chamada’. Jaime Spínola estava entre os filhos que receberam, assim, passaporte para uma vida melhor. Desagradada com algumas referências feitas na notícia publicada pelo JM, a família de Jaime Spínola considera que as mesmas “ferem a dignidade de tão prestigiado empresário, estimado junto de todos, e não só da vasta comunidade madeirense espalhada nesta Ilha pertencente à Holanda.” A família reserva-se ao direito de não abordar publicamente alguns dos assuntos comentados no Curaçau e reproduzidos no JM. “O que não é verdade em momento nenhum é que tenha perdido a sua enorme fortuna por qualquer incumprimento de qualquer empréstimo”, referem os familiares. “A perda de grande parte do seu império, deve-se sim, a outro motivo, o qual a família entende permanecer em sigilo, neste momento de dor e de sofrimento. Mas não há nenhuma relação com qualquer incumprimento do empresário, muito menos qualquer ilegalidade que as mentes mais perversas possam imaginar. Jaime Spínola, sempre pautou a sua vida pela seriedade. Aliás, era sobejamente conhecido por ajudar os mais pobres, como aliás, foi referido por diversos órgãos de comunicação social, que ao seu falecimento deram destaque, algo, sem paralelo até aos dias de hoje nesta pequena Ilha, perante o desaparecimento de algum empresário.” Atualmente, Jaime Spínola, era reformado, vivia sozinho, como muitas pessoas, não estava ligado ao sector empresarial, por opção sua, uma vez que entendeu nos últimos anos dedicar-se ao seu irmão mais velho, João Freitas, que padece de problemas graves de saúde. A família esclarece ainda que Jaime Spínola, ao contrário do que foi referido na notícia, continuava em contato com a comunidade madeirense e outros residentes locais. “Continuava a viver na sua mansão, onde sempre viveu nos últimos anos, e em momento algum desapareceu, continuando a fazer a sua vida normal de um cidadão reformado e com boa qualidade de vida”, concluem os familiares. O JM lamenta quaisquer equívocos e agradece a disponibilidade da família em esclarecer a opinião pública.