Farmácias da Madeira param hoje às 15 horas durante 23 minutos

A “esmagadora maioria” das farmácias da Região vão parar às 15 horas e durante 23 minutos, à semelhança das farmácias nacionais. Às 15 horas de hoje, e durante os 23 minutos reservados pela Assembleia da República para debater a petição “Salvar...

Farmácias da Madeira param hoje às 15 horas durante 23 minutos
A “esmagadora maioria” das farmácias da Região vão parar às 15 horas e durante 23 minutos, à semelhança das farmácias nacionais. Às 15 horas de hoje, e durante os 23 minutos reservados pela Assembleia da República para debater a petição “Salvar as Farmácias, cumprir o Serviço Nacional de Saúde”, que reuniu um número recorde de assinaturas, mais de 120 mil, entre as quais inúmeras da Região. De acordo com o delegado regional da Associação Nacional de Farmácias, em declarações ao JM, todas as farmácias enfrentam os mesmos problemas de sustentabilidade e são vistas como “o parente pobre” do SNS, já que recebem apenas com base na percentagem de venda dos medicamentos. Ficam de fora os diversos serviços prestados à população e que, no entender de Carlos Delgado, têm contribuído “muito para diminuir as listas de espera”. Assim, e como se lê na informação enviada às redacções, “às 15 horas, as farmácias vão suspender o seu funcionamento durante os 23 minutos reservados pela Assembleia da República para debater a petição “Salvar as Farmácias, Cumprir o SNS”. A plataforma informática de dispensa das receitas electrónicas ficará 23 minutos inactiva. Até o final do debate, a linha telefónica gratuita 1400, que pode usar 24 horas por dia para encomendar medicamentos, irá esclarecer os cidadãos sobre os serviços farmacêuticos em risco por falta de comparticipação. Com esta paragem simbólica, as farmácias alertam a sociedade e o poder político quanto à urgência de medidas concretas para salvaguardar os serviços das farmácias aos portugueses”. Em tempo de pandemia, a situação das farmácias agravou-se, mas demonstrou “a importância estratégica para a Economia e até para a Segurança Nacional de um sistema de saúde robusto e próximo das pessoas.” Durante a pandemia, o crédito concedido pelas farmácias aos portugueses atingiu o valor recorde de 76 milhões de euros, o que foi possível graças ao consenso entre as Ordens dos Médicos e dos Farmacêuticos para assegurar uma segunda dispensa de medicamentos, com respeito pela última receita médica. Isso permitiu aos doentes crónicos renovar a sua terapêutica sem custos, apesar de o Estado não ter criado condições para assumir a sua responsabilidade nas comparticipações no momento da dispensa. A rede de farmácias organizou-se de imediato para materializar o grande objectivo nacional de Saúde Pública: manter os cidadãos, em particular dos grupos de risco, tranquilamente em casa. As farmácias criaram a linha telefónica gratuita 1400, através da qual todos os portugueses podem encomendar medicamentos 24 horas por dia. Dispensaram os medicamentos dos hospitais aos doentes com cancro, esclerose múltipla, VIH-sida e outras doenças. Garantiram a entrega de medicamentos ao domicílio em qualquer localidade do continente ou das ilhas. No dia-a-dia, a rede de farmácias impede há muito o colapso do sistema.  Quando os doentes sofrem de atrasos no acesso a consultas médicas, fazem dispensas de medicamentos a crédito e evitam assim a interrupção de milhares de tratamentos, sobretudo de doentes crónicos e em situação de maior fragilidade económica”.