Livro sobre o Feiticeiro da Calheta lançado esta segunda-feira

O Centro de Estudos e Desenvolvimento, Educação Cultura e Social (CEDECS) lança no próximo dia 30 de novembro o livro infanto-juvenil "Feiticeiro da Calheta", com o  texto de Eugénio Perregil e a ilustração de Rafaela Rodrigues, para marcar...

Livro sobre o Feiticeiro da Calheta lançado esta segunda-feira
O Centro de Estudos e Desenvolvimento, Educação Cultura e Social (CEDECS) lança no próximo dia 30 de novembro o livro infanto-juvenil "Feiticeiro da Calheta", com o  texto de Eugénio Perregil e a ilustração de Rafaela Rodrigues, para marcar os 125 anos do nascimento do poeta popular madeirense de seu nome verdadeiro João Gomes Sousa. A obra faz parte do projeto Feiticeiro da Calheta que o  Centro de Estudos  tem vindo a  promover e a desenvolver em diversas manifestações artísticas e literárias  realizadas não só na Região mas também na diáspora. Tudo começou com a publicação sobre a vida e obra do Feiticeiro da Calheta, em 2015, fruto de uma investigação e recolha dos folhetos de literatura de cordel do poeta,  a qual se seguiu a realização de  uma exposição bilingue sobre a primeira festa da vindima de 1938, a origem do Bailinho da Madeira e, posteriormente, a produção  do filme Feiticeiro da Calheta.  A obra retrata alguns aspectos importantes da vida do poeta popular, que nasceu a 30 de novembro de 1895, no sítio do Lombo do Atouguia, freguesia e concelho da Calheta, e faleceu a 8 de julho de 1974, no Lombo do Brasil, Calheta. Descendente de uma família pobre e humilde, que vivia da lavoura, era filho de João Gomes de Sousa e de Maria Rodrigues dos Santos. Em 1918, casou-se com Catarina Pestana, que faleceu em maio de 1945. Viúvo, casou em segundas núpcias, em dezembro desse mesmo ano, com Augusta Gomes, de quem teve uma filha que hoje é emigrante na Venezuela.  Evidenciou-se pela sua grande capacidade para criar versos e rimas sobre factos e gentes da Madeira, e é recordado como um homem repentista que animava as festas e os arraias realizados na Ilha, a cantar e a tocar viola de arame. O "Feiticeiro da Calheta" relatava em verso diversas histórias, nas quais descrevia as vivências do povo e acontecimentos do seu tempo. O registo das suas composições na literatura de cordel surge em 1938, após a participação na primeira Festa da Vindima ocorrida no Funchal, nos dias 18 e 19 de setembro daquele ano, com o grupo folclórico do Arco da Calheta, ao qual pertencia. A ideia de realizar a festa surgiu de uma iniciativa solidária, em favor da Escola de Artes e Ofícios (criada em 1921, pelo padre Laurindo Leal Pestana, para apoio aos menores desfavorecidos ou abandonados), que estava a passar por dificuldades, correndo o risco de fechar. A história deste novo livro de Eugénio Perregil relata a realidade da época e traz a lume a evidência e a importância da primeira Festa da Vindima bem como a origem do Bailinho da Madeira que são até aos dias de hoje importantes na cultura madeirense.  O autor diz que o que levou a escrever este livro foi o intuito de transmitir às gerações vindouras de uma forma dinâmica e apelativa a história da Madeira e a cultura popular, salientado a importância dos cordofones madeirenses, do folclore, dos trajes, dos objetos etnográficos, as festividades e o património imaterial onde se realçou o poeta popular. A peça de teatro pode ser representada pelas crianças com o objetivo de mais sentida, pedagógica e dinâmica a fim de despertar o interesse pela cultura da Região. A obra tem uma criatividade artística e literária onde se fala de realidades que aconteceram recentemente, como foi a candidatura do Bailinho da Madeira às Sete Maravilhas da Cultura Popular e o registo da uma orquídea com o nome Bailinho da Madeira na Royal Horticultural Society.