Madeirenses na África do Sul continuam a trabalhar

No terceiro maior mercado do mundo de produtos frescos, especialmente, de frutas e vegetais, e o maior de todo o continente africano com uma superfície de 65.000 m2, é o local onde trabalham 150 portugueses, aproximadamente, num universo de...

Madeirenses na África do Sul continuam a trabalhar
No terceiro maior mercado do mundo de produtos frescos, especialmente, de frutas e vegetais, e o maior de todo o continente africano com uma superfície de 65.000 m2, é o local onde trabalham 150 portugueses, aproximadamente, num universo de cerca de 1300 pessoas que ali exercem o seu múnus que permanece ativo. Das 150 portuguesas, 99 % são oriundos da Ilha da Madeira e luso descendentes com as suas raízes também na Região Autónoma da Madeira. O abastecimento de 76% de todos os produtos que se vendem ali, é feito por agricultores madeirenses ou descendentes de madeirenses. Neste mercado, mais conhecido pelo City Deep, passam diariamente cerca de 45 mil pessoas. Entre clientes, fornecedores, funcionários administrativos, seguranças, polícias, socorristas, pessoal de manutenção, motoristas e outros mais. Este é um dos locais que permanece em funcionamento durante o tempo de duração do “lockdown”, disse-nos Hélder Andrade, que ali tem o seu negócio e é fornecedor de aproximadamente duas centenas de clientes entre pequenos negócios, supermercados, clubes, cantinas, cafés, hotéis, restaurantes e ainda dezenas de comerciantes moçambicanos que ali se deslocam para adquirir produtos para venda na antiga colónia portuguesa do Índico.     Este é um local, um serviço dos mais importantes na vida da África do Sul, por isso mesmo vão ali permanecer durante o período de “lockdown” numa situação de grande risco para a saúde. É um serviço essencial que os madeirenses nesta hora de cuidados e precauções não voltam as costas a um trabalho necessário, árduo, eficiente e que por diversas vezes tem sido grandemente apreciado pelas autoridades camarárias da cidade de Joanesburgo. Os governantes da Madeira já algumas vezes manifestaram o apreço que têm pelo trabalho desempenhado por estes nossos conterrâneos que desenvolvem um trabalho de utilidade pública em prol da sociedade e da economia sul africana, elevando, sem publicidade, sem vaidades, mas de uma de forma inexcedível, honrando a Comunidade Portuguesa em geral, mas a madeirense em especial.