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Oposição venezuelana agradece reunião dos paÃses membros do TIAR
A oposição venezuelana agradeceu hoje a decisão da Organização de Estados Americanos (OEA) de convocar uma reunião dos Estados que integram o Tratado Interamericano de Assistência RecÃproca (TIAR) para debater a crise na Venezuela. "Agradecemos...
Setembro 12, 2019 08:45
A oposição venezuelana agradeceu hoje a decisão da Organização de Estados Americanos (OEA) de convocar uma reunião dos Estados que integram o Tratado Interamericano de Assistência RecÃproca (TIAR) para debater a crise na Venezuela.
"Agradecemos o apoio maioritário dos paÃses da OEA e pedimos aos outros que valorizem a crise que sofrem os venezuelanos e as suas soluções", escreveu o lÃder opositor Juan Guaidó, na sua conta do Twitter.
O presidente do parlamento frisou ainda que "a Venezuela em direção à liberdade, com o apoio da comunidade internacionais, consciente da grave crise no paÃs".
Por outro lado, o vice-presidente da Assembleia Nacional, Stalin González, disse aos jornalistas que a convocatória da reunião é um sinal de apoio da OEA "à procura de uma saÃda" da crise no paÃs.
No entanto, considerou que o TIAR "não é uma saÃda mágica" e que é preciso mais pressão interna e externa.
Por sua vez, o Governo venezuelano condenou, na quarta-feira, a "infame decisão de um pequeno grupo de Governos da região que, em linha com os interesses do Governo supremacista dos Estados Unidos, invocaram a ativação de um nefasto instrumento da história do novo continente, como é o TIAR".
Num comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros venezuelano lê-se que o "TIAR foi imposto pelos EUA na região no marco da Guerra Fria" para "legitimar as intervenções militares na América Latina por razões ideológicas, como aconteceu na Guatemala em 1954, em Cuba em 1961, na República Dominicana em 1965, na Granada em 1983 e no Panamá em 1989".
Também que "quando existiu uma verdadeira agressão de uma potência extracontinental contra um paÃs latino-americano, como é o caso da Argentina em 1982 pelo Reino Unido, os EUA traÃram o continente e evitaram a sua ativação, alinhando-se com o seu sócio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN)".
Para o Governo venezuelano, "é doloroso que paÃses que foram invadidos por tropas norte-americanas e cujos povos foram massacrados com a aplicação do TIAR hoje deem o aval a um crime semelhante contra um paÃs irmão".
Uma dúzia de paÃses americanos convocou, na quarta-feira, os ministros dos Negócios Estrangeiros dos Estados que integram o TIAR para uma reunião na segunda quinzena deste mês, onde será discutida a crise na Venezuela.
Esta decisão foi tomada no conselho permanente da OEA e contou com a aprovação de 12 dos 19 paÃses signatários do acordo - Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, El Salvador, Estados Unidos, Guatemala, Haiti, Honduras, Paraguai, República Dominicana e Venezuela.
Por sua vez, Costa Rica, Panamá, Peru, Uruguai, Trinidad e Tobago abstiveram-se, enquanto Cuba e as Bahamas não estiveram presentes no encontro.
A Venezuela retirou-se do tratado em 2013 por iniciativa do então Presidente Hugo Chávez.
Porém, em julho deste ano, o parlamento venezuelano, liderado pelo opositor ao regime Juan Guaidó, aprovou o regresso a este pacto de defesa, decisão que o executivo do Presidente Nicolás Maduro não reconhece.